Gerenciando crises para garantir o futuro do negócio
A “Gestão da
Continuidade de Negócio” (GCN) é um conjunto de soluções que envolve a
mobilização de toda equipe para o gerenciamento de crises e a recuperação das
operações após algum acontecimento que possa interromper os negócios. Essa é uma
preocupação deixada de lado no mercado das micro e pequenas empresas.
Quando o assunto é gestão da empresa, o gestor toma a
frente se preocupando com os pontos primários como financeiro, estoque, pessoal
e operacional. Mas pensando de forma ilustrativa, pense que sua empresa sofreu
um acidente causado pela queda de um avião e destruiu totalmente o prédio da
organização, gerando um desastre total em todas as frentes operacionais/administrativas
da empresa, impossibilitando a continuidade de trabalho. Você no papel de gestor,
qual seria sua primeira ação a ser tomada?
Difícil responder a um problema dessa magnitude de
forma rápida. Mas, quando paramos pra pensar um pouco, nos demos conta que esse
pode ser um cenário totalmente possível de acontecer em qualquer lugar do
planeta.
Em setembro de 2001 nos EUA, mais precisamente no
complexo empresarial World Trade Center, na parte sul de Manhattan, Nova
Iorque, houve o histórico ataque terrorista às torres gêmeas, acabando
totalmente com milhares de empresas, gerando inúmeras vítimas e tornando
impossível toda e qualquer operação local das organizações instaladas no
complexo.
O fato em si, todos conhecemos, mas uma outra
história envolvendo o acidente foi sobre a gestão da continuidade dos negócios
quando deu início o ataque. Os gestores que ali estavam nada puderam fazer,
pois nenhum documento, computador ou qualquer forma de recuperação das
informações e transações dos momentos finais antes dos ataques.
O aprendizado sobre gestão nesse caso, é que não
podemos descartar toda e qualquer hipótese de problema que possa ocorrer com as
operações da empresa. Eventos naturais, eventos humanos e eventos tecnológicos
são exemplos que o gestor deve levar em consideração na criação do plano de
gerenciamento de crises, detalhando todo o processo em caso do evento
acontecer.
O processo de gerenciamento de crises deve incluir os
seguintes pontos:
·
O entendimento de todo o negócio
·
Planejamento e seleção de uma estratégia
·
Desenvolvimento e implantação de um plano
·
Exercício, treinamento, revisão, avaliação e
melhoria contínua
Dessa forma, os benefícios de um bom planejamento estratégico
e um programa estruturado incluem, segundo a consultoria PWC (Jun/2017):
1. Salvaguardar o negócio, marca, reputação e
demonstrar que a empresa está apta a responder de forma oportuna e eficaz
frente a incidentes, proporcionando uma vantagem competitiva.
2. Minimizar as perdas e os impactos financeiros,
operacionais e de imagem relacionados a um evento de desastre.
3. Entender o que é crítico e essencial e
identificar os objetivos de recuperação para os recursos que suportam o negócio
de forma a concentrar os esforços de recuperação de forma inteligente e eficaz.
4. Identificar as vulnerabilidades e riscos que a
organização está exposta e mitiga-los de forma apropriada.
5. Minimizar custos adicionais desnecessários com
esforços e investimentos não planejados.
6. Reduzir potencialmente custos de seguro ao
demonstrar que os riscos são gerenciados de forma eficiente.
7. Demonstrar aos interessados (sócios, acionistas
e outros) que seu investimento na organização é seguro e está protegido contra eventualidades.
8. Ajudar a garantir a segurança dos colaboradores,
clientes e parceiros em suas instalações.
Portanto, de forma simples e objetiva, fica a
preocupação com a integridade dos negócios diante de acontecimentos
prejudiciais aos negócios. Hoje em dia, onde tudo é ligado à computadores
conectados a internet ou em redes locais, sistemas e aplicações em servidores,
é de total responsabilidade do gestor saber qual o plano de ação quando um acidente
ocorrer nas operações internas ou que envolvam qualquer processo da empresa
continuar trabalhando.
Pense bem, analise os riscos, chame sua equipe
multidisciplinar a participar no planejamento das ações e acompanhar sempre todos
os processos para garantir a estabilidade operacional da empresa.
Sucesso e até o próximo artigo.

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